O metabolismo é o conjunto de processos que transforma o que comemos na energia necessária para nos manter vivas, ativas e com a pele radiante. Ele reflete diretamente em como o nosso organismo gasta calorias, mantém a firmeza dos tecidos e renova as estruturas da pele.
A partir dos 35 anos (e com a chegada dos 40 e 50), é natural sentir que o corpo começa a responder de um jeito diferente. Aquelas estratégias que funcionavam rapidamente antes já não trazem o mesmo resultado: a gordura localizada fica mais insistente, o contorno corporal muda e a sensação de perda de firmeza na pele e de massa magra se torna mais evidente.
Mas, será que a culpa é mesmo do metabolismo?
Compreender como o seu organismo funciona nesta fase é o primeiro passo para alinhar sua rotina aos tratamentos estéticos e cuidados avançados que realmente trazem resultados.
Neste artigo, você vai entender as reais transformações do seu corpo ao longo dos anos e descobrir como combinar bons hábitos e tecnologias estéticas para resgatar sua melhor versão, firmeza e autoestimas em qualquer idade.
O metabolismo fica mais lento com a idade?
Sim, mas não como a maioria das pessoas imagina.
É comum ouvir que o metabolismo desacelera drasticamente aos 30 ou 40 anos, justificando o ganho de peso. Porém, a ciência mostra que engordar nessa fase dificilmente acontece apenas por isso.
O que diz a ciência?
Um estudo publicado na revista Science (2021) analisou o gasto energético de mais de 6.400 pessoas com idades variadas. Ao ajustar fatores como tamanho corporal e massa muscular, os pesquisadores descobriram que:
- Entre 20 e 60 anos: o gasto energético (e o metabolismo) permanece praticamente estável. Não há queda brusca aos 30 ou 40 anos.
- Após os 60 anos: o metabolismo começa a diminuir gradualmente (menos de 1% ao ano), acompanhando a perda natural de massa muscular.
Por que o corpo muda após os 30?
Como o metabolismo não desacelera de repente após os 30 anos, as mudanças do corpo costumam ser provocadas por uma combinação de fatores como:
- Perda de massa muscular;
- Redução da atividade física no dia a dia;
- Mudanças na rotina e no ritmo de vida;
- Alterações hormonais;
- Queda na qualidade do sono;
- Aumento do estresse.
A maioria desses aspectos pode ser trabalhada com a ajuste de hábitos e acompanhamento profissional.
Leia também: Como funciona o metabolismo
As quatro fases do metabolismo ao longo da vida
O mesmo estudo identificou que o metabolismo passa por 4 grandes fases ao longo da vida. Conhecer esse ciclo ajuda a entender por que o corpo muda em determinados momentos como:
- Do nascimento até cerca de 1 ano: o metabolismo acelera rapidamente. Por volta do 1º aniversário, os bebês chegam a gastar aproximadamente 50% mais energia do que um adulto (proporcionalmente ao tamanho do corpo);
- Da infância até os 20 anos: o gasto energético diminui aos poucos, em torno de 3% ao ano, enquanto o organismo cresce e amadurece;
- Dos 20 aos 60 anos: acontece a fase mais estável. Mesmo com diferenças de estilo de vida, gravidez ou menopausa, o metabolismo basal permanece praticamente constante quando se leva em conta a composição corporal de cada pessoa;
- Após os 60 anos: o gasto energético começa a cair de forma gradual, em média menos de 1% ao ano, acompanhando mudanças naturais do envelhecimento, como a redução da massa muscular.
Além disso, a menopausa não parece desacelerar diretamente o metabolismo, embora as mudanças na massa muscular, na distribuição de gordura, no sono e na atividade física possam alterar o gasto energético. Ou seja, o envelhecimento afeta o metabolismo de forma mais gradual e complexa do que sugere o senso comum.
O que significa ter um metabolismo lento ou acelerado?
Metabolismo é o conjunto de reações químicas que ocorrem no organismo o tempo todo para manter o corpo funcionando. É ele que transforma os nutrientes dos alimentos em energia usada, por exemplo, no funcionamento dos órgãos e até mesmo na digestão e na respiração. Ou seja, quando alguém tem um metabolismo mais acelerado ou mais lento, isso está relacionado à velocidade com que o corpo utiliza essa energia para realizar suas atividades.
Leia também: Quais são os tipos de metabolismo?
Taxa metabólica basal: a energia que você gasta parada
A maioria das calorias que o corpo consome durante o dia é utilizada para manter você viva. Esse gasto é chamado de Taxa Metabólica Basal (TMB) e corresponde à energia para manter funções vitais como:
- Respirar
- Fazer o coração bater
- Regular a temperatura corporal
- Produzir hormônios
- Manter o funcionamento dos órgãos
Portanto, é a quantidade de energia que seu organismo continuaria gastando, mesmo que você passasse o dia inteiro deitado no sofá, sem realizar nenhuma atividade física.
Esse gasto costuma representar cerca de 60% a 70% de toda a energia consumida ao longo do dia, sendo a maior parcela do metabolismo. Por isso, fatores como quantidade de massa muscular, tamanho do corpo, idade e sexo influenciam diretamente quanto cada pessoa gasta em repouso.
Os outros gastos do dia
O organismo também utiliza energia para todas as atividades do cotidiano. O que inclui:
- Andar
- Gesticular
- Ficar em pé
- Realizar tarefas domésticas
- Exercícios físicos
- Entre outras
Vale lembrar que o corpo ainda consome uma pequena quantidade de energia durante a digestão e o processamento dos alimentos.
Embora o metabolismo basal represente a maior parte do gasto diário, o nível de movimento é o componente sobre o qual temos maior influência. Por isso, pequenas mudanças na rotina como caminhar mais ou praticar exercícios regularmente, podem aumentar o gasto energético diário e contribuir para uma composição corporal mais saudável ao longo do tempo.
Leia também: Existe relação do metabolismo com o emagrecimento e formação de músculos?
Idade metabólica: o que esse número significa?
A idade metabólica é uma estimativa que compara o funcionamento do seu metabolismo em repouso com a média de pessoas de diferentes faixas etárias. É o dado que mostra se o seu organismo gasta energia como o de uma pessoa da sua idade ou como o de alguém mais jovem ou mais velho.
Entenda o que significa:
- Idade metabólica é igual ou inferior à idade cronológica: isso costuma indicar que a composição corporal e o metabolismo basal estão dentro do esperado ou acima da média para aquela faixa etária
- Idade metabólica superior à idade cronológica: pode ser um sinal de que vale a pena olhar com mais atenção para fatores como quantidade de massa muscular, percentual de gordura e hábitos de vida
Apesar de ser um conceito bastante popular em academias e em balanças de bioimpedância, a idade metabólica não é uma medida consolidada pela medicina. Não existe um padrão único para calculá-la, e cada fabricante pode utilizar fórmulas e referências próprias. Por isso, o resultado deve ser interpretado como um indicador que ajuda a acompanhar tendências, e não como um diagnóstico ou um retrato exato da saúde.
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O que realmente funciona para manter o metabolismo ativo?
Existem hábitos que ajudam o organismo a manter um gasto energético saudável ao longo dos anos. Eles atuam preservando a massa muscular, favorecendo uma composição corporal equilibrada e criando condições para que o metabolismo continue funcionando da melhor forma possível.
Veja as estratégias que realmente fazem diferença:
Construir e manter músculo é o melhor investimento
Se existe uma ação com impacto consistente para preservar o metabolismo ao longo da vida, ela é o fortalecimento da musculatura. Exercícios de força, como musculação, treinos com peso do próprio corpo ou elásticos de resistência, estimulam a manutenção e o ganho de massa muscular. Isso ajuda o organismo a preservar um gasto energético mais elevado em repouso e contribui para manter força, equilíbrio e autonomia ao longo dos anos.
Por esse motivo, a Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que adultos realizem atividades de fortalecimento muscular envolvendo os principais grupos musculares pelo menos 2 vezes por semana. Não é preciso buscar desempenho de atleta. O mais importante é manter uma prática regular e compatível com a sua condição física.
Proteína ao longo do dia
A alimentação também tem um papel importante na manutenção do metabolismo, especialmente quando inclui uma quantidade adequada de proteínas. Além de fornecerem os aminoácidos necessários para construir e preservar a massa muscular, os alimentos ricos em proteína exigem um pouco mais de energia durante a digestão do que carboidratos e gorduras. Eles também costumam promover maior saciedade, o que pode facilitar a manutenção de hábitos alimentares equilibrados.
Por isso, vale procurar incluir uma boa fonte de proteína nas principais refeições do dia, como carnes, ovos, leite e derivados, leguminosas ou outras opções indicadas pelo nutricionista. A quantidade ideal varia de pessoa para pessoa e deve ser definida de forma individualizada.
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Movimento além do treino
A academia é importante, mas ela representa apenas uma parte do quanto você se movimenta ao longo do dia. Caminhar um pouco mais, subir escadas, levantar durante o expediente, fazer pequenas pausas para se alongar ou escolher atividades de lazer que envolvam movimento também aumentam o gasto energético diário. Individualmente, essas ações parecem pequenas, mas, somadas, fazem diferença ao longo da vida.
Mais do que buscar uma rotina perfeita, vale encontrar formas de se movimentar que façam sentido para o seu dia a dia e que possam ser mantidas em longo prazo.
Sono e controle do estresse contam (e muito)
Dormir bem e cuidar do estresse também fazem parte de uma estratégia para manter um metabolismo saudável. Uma rotina de sono de qualidade ajuda o organismo a regular os hormônios relacionados à fome e à saciedade, enquanto reduzir o estresse contribui para evitar comportamentos que favorecem o ganho de peso como comer por impulso ou buscar alimentos muito calóricos em momentos de ansiedade.
Criar horários mais regulares para dormir, diminuir o uso de telas antes de deitar e reservar momentos de descanso ao longo da semana são hábitos simples que podem trazer benefícios para o organismo como um todo.
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A verdade sobre os “alimentos que aceleram o metabolismo”
Café, chá-verde, pimenta, gengibre, canela ou água gelada. Esses alimentos até podem provocar um pequeno aumento temporário no gasto energético, mas insuficiente para produzir mudanças relevantes no peso ou na composição corporal quando analisados isoladamente.
Isso não significa que eles devam ser evitados. Café, chá-verde e especiarias, por exemplo, podem fazer parte de uma alimentação saudável e equilibrada. O que eles não fazem é “ligar” um metabolismo lento ou compensar hábitos de vida inadequados.
Se o objetivo é manter um metabolismo saudável ao longo dos anos, preservar a massa muscular, manter uma alimentação equilibrada, movimentar o corpo com frequência e cuidar do sono continuam sendo estratégias muito mais eficazes do que apostar em alimentos com promessas milagrosas.
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Existem tratamentos estéticos que ajudam o metabolismo?
Alguns procedimentos podem ser aliados interessantes para quem deseja tratar questões específicas como gordura localizada, flacidez ou melhora do contorno corporal. Quando indicados após uma avaliação profissional, eles complementam os hábitos saudáveis e podem contribuir para resultados mais satisfatórios.
Na Royal Face, por exemplo, existem opções que atuam em diferentes necessidades relacionadas à composição corporal como:
- Ativador Metabólico
- Radiofrequência corporal
- Corrente russa
- Ultrassom microfocado
- Enzimas para gordura localizada
Cada procedimento possui um mecanismo de ação e indicações específicas, por isso a escolha depende dos objetivos, das características do corpo e da avaliação individual de cada paciente. Assim, é possível entender quais hábitos devem ser fortalecidos e quais procedimentos podem fazer sentido para complementar esse processo, sempre com expectativas realistas e foco em resultados naturais.

