À primeira vista, eletrocautério e jato de plasma parecem procedimentos semelhantes: ambos utilizam energia elétrica, são minimamente invasivos e atuam criando microlesões controladas na pele para ativar os mecanismos naturais de regeneração. Porém, diferente do que algumas pessoas acreditam, eles não são o mesmo procedimento com nomes diferentes.
Cada um funciona de um jeito específico, com equipamentos diferentes e indicações que variam conforme a necessidade de cada pessoa. Confira as diferenças.
O que é o jato de plasma?
O jato de plasma é uma tecnologia que utiliza o quarto estado da matéria (o plasma) para promover a regeneração da pele. Ele funciona através da ionização dos gases presentes no ar entre a ponteira do aparelho e o tecido cutâneo, criando um arco elétrico que não toca diretamente a pele, mas entrega uma energia térmica altamente controlada.
Esse processo estimula a produção de colágeno tipo 1 e elastina, além de promover a liberação de fatores de crescimento. Por ser uma energia mais estável, o jato de plasma permite um controle preciso da profundidade da lesão, sendo ideal para tratar áreas sensíveis e promover um efeito de retração tecidual duradouro.
O que é eletrocautério?
O eletrocautério é um equipamento que utiliza uma corrente alternada de baixa tensão e alta intensidade para gerar uma descarga elétrica direta sobre a pele. Diferente do plasma, ele não depende da ionização de gases; a energia é disparada em um campo magnético seco, provocando uma lesão térmica por contato ou proximidade imediata.
Essa tecnologia é caracterizada por uma luz de cor avermelhada ou alaranjada durante a aplicação. Por possuir um poder de destruição tecidual mais concentrado, o eletrocautério é frequentemente utilizado para remoção de pequenas lesões benignas e cauterizações superficiais, exigindo extrema perícia do profissional para evitar danos às camadas mais profundas da derme.
As principais diferenças entre os dois procedimentos
Entenda de maneira simples as principais diferenças entre estes dois procedimentos:
| Aspecto | Jato de Plasma | Eletrocautério |
| Como funciona | Ioniza um gás e cria o plasma, gerando micro pontos de calor na superfície da pele | Usa corrente elétrica de alta frequência para cauterizar o tecido de forma direta |
| Contato com a pele | A ponteira não toca diretamente; o plasma age sobre a superfície | Há contato ou faiscamento direto da ponteira com o tecido |
| Profundidade de ação | Atua na camada mais superficial | Atua na epiderme, podendo ter ação pontual mais intensa |
| Sensação durante o procedimento | Calor pontual, geralmente leve a moderado | Aquecimento direto, podendo variar conforme sensibilidade |
| Resposta inflamatória | Inflamação mais controlada, edema leve | Pode gerar mais vermelhidão e inchaço, dependendo da intensidade |
| Principais usos | Rugas, pálpebras caídas, manchas superficiais, textura | Rugas, pálpebras caídas, manchas superficiais, textura |
Existem riscos ou contraindicações importantes?
Sim, como qualquer procedimento de estética avançada, existem cuidados essenciais. Uma das principais preocupações é o fototipo da pele. Pessoas com peles mais escuras (fototipos IV, V e VI) possuem um risco maior de desenvolver hiperpigmentação pós-inflamatória, por isso uma avaliação criteriosa é indispensável.
Além disso, ambos os procedimentos são contraindicados para:
- Gestantes e lactantes;
- Portadores de marcapasso ou implantes metálicos na área tratada;
- Pessoas com tendência a queloides;
- Pacientes com diabetes descompensada ou doenças autoimunes ativas;
- Uso de medicamentos fotossensibilizantes ou isotretinoína recente.
Importante: O tratamento de melasma com essas tecnologias deve ser evitado, pois o calor gerado pode ativar ainda mais os melanócitos e piorar as manchas.
Descubra qual procedimento é mais indicado para a sua pele
Cada pele reage de um jeito, carrega uma história diferente e apresenta necessidades próprias. Por isso, não existe um único procedimento ideal para todas as pessoas. O que funciona muito bem para uma queixa específica pode não ser a melhor escolha para outra.
De forma geral, a indicação entre jato de plasma ou eletrocautério depende de fatores como o tipo de pele, a região a ser tratada, o grau das alterações, a sensibilidade da pele e, principalmente, o resultado que você espera alcançar.
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Por conta das particularidades de cada pele e história, uma avaliação profissional é indispensável. Somente um especialista consegue analisar a sua pele com atenção, entender suas queixas, considerar seu histórico de saúde e indicar o procedimento mais adequado para o seu caso, sempre respeitando os limites e as características do seu corpo.
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